Educação patrimonial é tema de evento do curso de Arquitetura e Urbanismo da FMT

Estudantes e população em geral terão a oportunidade de conhecer melhor o patrimônio histórico e cultural de Ilhéus, além de discutir políticas públicas para a valorização do patrimônio como ferramenta de desenvolvimento local

 

Por Jonathan Souza

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Catedral de São Sebastião, Casa de Cultura Jorge Amado e Bataclan são alguns dos monumentos que fazem parte do Centro Histórico de Ilhéus (Fotos/ Montagem: Heloísa Dall’Antônio/ Viaje na Viagem)

Um município com 483 anos de emancipação, mas com uma história ainda mais longa. Desde o início da povoação indígena até os dias atuais, passando pela chegada dos primeiros exploradores portugueses, a criação da Vila de São Jorge dos Ilhéus, a fundação do município e o auge da produção e comercialização do cacau, os traços da vasta biografia de Ilhéus ainda estão presentes na memória e na paisagem local. Seja nos casarões antigos, nas igrejas neoclássicas ou nas ruas estreitas, é possível perceber detalhes sobre a vida na cidade em séculos passados.

Nesse sentido, nos dias 7 e 8 de novembro, estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Madre Thaís (FMT) terão a oportunidade de conhecer melhor a riqueza do patrimônio cultural e histórico do município de Ilhéus, além de discutir políticas públicas de valorização e recuperação das construções históricas como alternativa para o desenvolvimento local.

A ação proposta pela FMT vai tratar do tema “Patrimônio Cultural e Turismo: Educação, Transformação e Desenvolvimento Local” e tem como objetivo inaugurar uma série de discussões sobre educação patrimonial. Além dos estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo, o evento também será aberto para qualquer pessoa, mediante inscrição.

“Reconhecemos o legado patrimonial da região e uma ineficiência das políticas patrimoniais. Uma das coisas que colaboram para isso é a ausência de profissionais envolvidos com a causa. E o arquiteto urbanista é o profissional mais indicado para defender o patrimônio construído. Nenhum projeto de restauro em bens móveis pode ser executado sem a supervisão desse profissional. E a Faculdade Madre Thaís, compromissada em desenvolver profissionais conscientes dessa função, tem interesse de investir nesse assunto”, justifica a coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da FMT, professora Carolina Érika.

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Programação completa do evento “Patrimônio Cultural e Turismo: Educação, Transformação e Desenvolvimento Local”  (Cartaz: Divulgação/ FMT)

No dia 7 (terça-feira), a partir das 15 horas, os estudantes e demais inscritos visitarão construções tombadas pelos institutos do patrimônio histórico na área central da cidade, com a orientação dos professores.

O evento conta ainda com a participação do Assessor de Relações Institucionais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), André Reis, que vai palestrar sobre patrimônio cultural e economia criativa como ferramentas de desenvolvimento do turismo. A palestra será realizada no mesmo dia, a partir das 19 horas, no Ilhéus Hotel.

Já no dia 8 (quarta-feira), a visita será às construções históricas da sede do Distrito de Rio do Braço, na zona norte do município. O local que já foi um rico e movimentado núcleo urbano, perdeu a sua importância após a decadência da produção cacaueira e acabou sendo esvaziado, reduzindo-se, hoje, a poucos moradores. Apesar disso, a localidade guarda ainda construções e ruínas dos tempos áureos do cacau, que estão sendo recuperadas e ressignificadas para se tornarem atrativos turísticos.

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Ruínas de construções históricas na sede do Distrito do Rio do Braço (Foto: Karla Alves/ Cariocando Por Aí).

Segundo a professora Carolina, discutir e valorizar o patrimônio cultural e histórico é uma forma de conhecer e aprender com o passado para desenvolver novas ações diante do contexto temporal, espacial e social que vivemos. “Discussões patrimoniais fortes releva uma sociedade forte. Falo de uma sociedade culturalmente fortalecida; consciente da sua história, do legado memorial que a gerou e com base para propor iniciativas inovadoras”.

A visita guiada ao Centro Histórico e a participação na palestra sobre patrimônio cultural e economia criativa são gratuitas e abertas à população em geral. Já a visita ao sítio histórico do Distrito de Rio do Braço tem um custo de R$ 20,00, com transporte já incluso. As inscrições estão abertas e podem ser feitas na coordenação do curso de Arquitetura e Urbanismo da FMT, localizado na Avenida Itabuna, nº 151, Bairro Conquista. Mais informações no telefone: (73) 3222-2330.

Está aí uma ótima dica para você que curte arquitetura, construções antigas e turismo histórico. Esta será uma oportunidade incrível para você conhecer melhor a riqueza histórica do nosso município e se juntar a essa luta em prol da preservação e valorização do nosso patrimônio histórico e cultural.

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